quinta-feira, 15 de março de 2012


Prezados (as) Colegas Defensores(as),

Após vários momentos de conversas, encontros e reencontros, confraternização, regados por um sentimento coletivo de esperança e voltados a conclamar todos a construírem uma nova identidade para a Associação dos Defensores Públicos do Estado do Pará, é chegado o grande dia.

Ao longo de todo esse percurso foi apresentado um plano de gestão lapidado por várias impressões, mãos, cabeças, corações, o qual, por tudo isso, foi legitimado por destacados colegas defensores públicos como pedra filosofal de um novo caminhar. O início de uma nova história. A concretização de um sonho sonhado junto. Esse é o nosso desejo, cabe a vocês torná-lo possível para que possamos seguir juntos na administração desse projeto. O projeto que pegou, porque todos se sentiram à vontade em participar e, conhecendo, em se render a ele, chamado, não por acaso, como disse a Dra. Nilza, de IDENTIDADE: DEFENSOR!

Durante todos esses dias quisemos demonstrar através das cartas de apresentações as intenções e os trabalhos desenvolvidos por todos os integrantes da Chapa 01 (Identidade: DEFENSOR!) e pudemos reviver a máxima de que qualquer Instituição não se faz forte a partir de apenas um agente, mas por um conjunto de pessoas que se dispõem a trabalhar, de forma INDEPENDENTE e, verdadeiramente, atuar para o coletivo, para todas as gerações.

Esse espírito de união, alegria e compromisso em torno do projeto, para nós, foi o ponto forte e o diferencial dessa campanha. A campanha verde da cor da esperança, com posturas e práticas exitosas no acolher os colegas, no agregar, no deixar à vontade, no dividir angústias e no multiplicar soluções, as quais estarão, finalmente, ao alcance de todos.

Trabalhar, pensar, agir coletivamente com dedicação e responsabilidade, esta será a nossa conduta! Continuem confiando.

Por fim, dizemos, com as almas lavadas e de cabeças erguidas, já somos vencedores, por termos trazido sorrisos de volta, a leveza no olhar, no se comunicar, no expressar as ideias, pudemos enriquecer o debate e dar mais elementos para que vocês fizessem com mais segurança sua escolha. Mas queremos mais, queremos trabalhar, por nossa, por sua IDENTIDADE: DEFENSOR! e, juntos, valorizarmos todos aqueles que integram a Defensoria Pública do Pará.

Tentamos de todas as formas, superando as dificuldades de falta de tempo por estarmos todos à frente da atividade fim, estreitar as distâncias geográficas e conseguimos, pois ganhamos asas para alçar voos mais altos, como águias que somos. Por isso, dizemos que valeu demais! A energia de vocês nos ajudou a prosseguir e acreditar que tudo é possível, basta querer de verdade.

No próximo dia 16 de março, todo esse processo democrático chega ao seu final. Convido a todos a fazerem parte desta construção coletiva, independente, transparente e ética.

A todos vocês, colegas, sejam aqueles que acreditaram desde o início e colaboraram com troca de ideias e apoio, sejam aqueles que foram adquirindo confiança no caminhar dessa empreitada, o MUITO OBRIGADO, ALTO E SONORO, da CHAPA 1 – IDENTIDADE: DEFENSOR!, UM SONHO COLETIVO QUE, POR TODO O CARINHO E RESPEITO RECEBIDOS, PODEMOS DIZER, DESDE JÁ, TORNOU-SE REALIDADE.

Abraços fraternos,

Até a vitória!!!

JOÃO PERES

VLADIMIR KOENIG

CARLOS EDUARDO BARROS

DANIEL SABBAG

FLÁVIO MAUÉS

DYEGO AZEVEDO MAIA

LÉA CRISTINA SERRA

KASSANDRA CAMPOS

NILZA CRUZ

SÉRGIO SEABRA

CLIMÉRIO MENDONÇA

THAÍS VILHENA

MAURO PINHO

ALIRA MENEZES

ANDRÉ MARTINS PEREIRA


"...O principal compromisso da chapa é, finalmente, termos uma associação INDEPENDENTE, a fim de que a mesma possa lutar por nossos interesses seja internamente, seja externamente. Uma associação pró-ativa que possa construir um diálogo com os demais Poderes do nosso Estado para que a Defensoria Pública seja cada vez mais reconhecida e respeitada. Uma associação que se disponha a lutar por nossa independência. Seja propositiva junto ao Conselho Superior da Defensoria e cobre uma maior regulamentação interna de nossas funções, a exemplo de defensorias com competências definidas, a fim de que cada Defensor possa ter claras suas atribuições, nos moldes do Judiciário e Ministério Público. Zele por um tratamento de igualdade para os Defensores. (...)

E digo isso porque acredito que nossa classe, escolhendo seus representantes com base em seus perfis de luta e trabalhando conjuntamente, com certeza chegará muito longe, pois somos um Órgão forte, com previsão constitucional, com capacidade de sentar frente a frente com qualquer representante de qualquer poder, bastando que demonstremos compromisso e responsabilidade. Por isso, analise com cuidado e vote com consciência e tranquilidade na Chapa 1 – Identidade: Defensor!"

Um grande abraço,
Mauro Pinho da Silva
Candidato ao Conselho Fiscal pela Chapa 1.

LEMBRETE - HORÁRIO DA VOTAÇÃO

Comunicamos que o horário da votação para o biênio 2012/2014 da Associação dos Defensores Públicos do Estado do Pará (ADPEP) é das 9 às 16 horas.
Os Defensores Públicos que forem participar da votação precisam estar munidos de CARTEIRA DE IDENTIFICAÇÃO.

NÃO ESQUEÇAM DE EXERCER ESSE IMPORTANTE DIREITO!!!!

Para refletir...

A esperança jamais pode morrer, pois é ela quem nos dá a certeza
inquestionável da vitória, qualquer que seja o fim, pois o fim, neste caso, não
será uma ameaça, mas apenas parte do processo. E ser parte do processo é ter a
certeza absoluta de que a esperança fortalece a nossa fé,
enrijece a nossa caminhada e consolida o amanhã não como o mistério ou o
desconhecido, que pode nos amedrontar, mas como o triunfo que alonga as nossas
mãos, permitindo que alcancemos as láureas que a vida nos reserva.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Caros amigos Defensores Públicos,

Tive a honra e a felicidade de ingressar na Defensoria Pública do Pará em 2007, mas minha luta para ser Defensor já havia começado no início de 2006, quando decidi me submeter ao certame público para integrar a carreira.

Terminado o concurso, veio a felicidade e a crença ingênua de que todos os meus problemas começavam a se resolver e de que a batalha começava a sua fase final. Rapidamente a fantasia se rasgou e percebi que, na verdade, surgiriam problemas de outra natureza e que uma outra batalha, muito maior, se iniciava e não tinha data marcada para terminar. O fortalecimento e conquista de respeitabilidade que a nossa carreira merece, e que de certa forma já vem acontecendo em partes do cenário nacional.

Iniciei minha carreira pela Defensoria de Ulianópolis. Em seguida, passei por São Caetano de Odivelas, Vigia de Nazaré, Capanema, Primavera, Ananindeua, Castanhal e, finalmente Belém. Sempre que houve necessidade, exerci minhas funções cumulando minhas atribuições em mais de uma Defensoria, portanto, fala aqui alguém com legitimidade para tanto.

A atuação sempre foi difícil. A falta de estrutura das cidades no interior do Estado foi uma realidade assoladora, a distância geográfica da administração, a falta de estrutura administrativa, falta de estrutura física, falta de recursos humanos, falta de material, enfim, as limitações que todos conhecem. Claro, não posso deixar de mencionar que, quando ingressei na carreira, a Defensoria Pública não estava nem perto de ter a estrutura e desenvolvimento que tem hoje, mas o fato de ter evoluído não implica dizer que tenhamos que ficar acomodados e inertes em querer mais.

Continuar sonhando e querendo concretizar novas metas não é proibido ou ofensivo a ninguém, pelo contrário, temos que fomentar a integração, a disposição e a iniciativa de todos, porque se não tivermos uma sintonia dentro do nosso órgão e respeito ao pensar diferente, porém fiel com nossa identidade ainda sendo construída, como ter força para nos fazermos ver e respeitar lá fora?

Na busca por aprimorar meus conhecimentos, me especializei em Direito Constitucional, Direito Público e Direito Processual Civil. Dos três trabalhos de conclusão de curso, em dois deles, escolhi escrever sobre a Defensoria Pública.

Assim, na especialização em Direito Público, tratei da Defensoria Pública e seu papel na concretização de direitos fundamentais e no Estado Democrático de Direito, bem como procurei demonstrar, por intermédio da teoria da Constitucionalização Simbólica, o quão grande é a disparidade entre o papel previsto pelo Poder Constituinte para a Defensoria Pública e a realidade social vivida e sentida pela instituição e pelos hipossuficientes que dela precisam. Já na especialização de processo civil escolhi tratar da Legitimidade da Defensoria Pública para o ajuizamento da Ação Civil Pública e sua constitucionalidade.

Ainda em 2010, tive a felicidade de ampliar o primeiro trabalho e publicá-lo como livro “Defensoria Pública, Concretização de Direitos Fundamentais, Estado Democrático de Direito e Constitucionalização Simbólica no Brasil.” Nesse grande projeto, contei com a inestimável ajuda da ADPEP, que buscando incentivar a produção científica sobre a Defensoria Pública foi peça imprescindível na concretização do projeto. Contudo, alçar outros e mais altos vôos é o que pensamos para nossa associação, o que é salutar.

Todas essas experiências me ensinaram o que é a Defensoria Pública e o que é ser Defensor Público. Aprendi que a Defensoria Pública é uma das formas de libertação para aqueles que vivem oprimidos pelo déficit de autodeterminação, para aqueles que sequer sabem que possuem direitos ou mesmo sequer sabem que possuem o sagrado direito de ter direitos. Aprendi que o Defensor Público é o agente dessa transformação social e que ser Defensor Público é ser um eterno lutador e ter o objetivo de promover o máximo da dignificação humana.

Aprendi também que, infelizmente, a Defensoria Pública, embora tenha ostentado, estadual e nacionalmente, grande crescimento, ainda está muito aquém do papel que lhe foi confiado pelo Poder Constituinte em 1988. Ainda precisa crescer muito, ainda precisa aprender a ser independente. Sim, precisa aprender, porque a alforria já lhe foi concedida pela CF/88, em especial pela EC/45, mas ainda assim, a Instituição luta, diariamente, para romper os grilhões que impedem que milhões de pessoas reduzam o déficit de autodeterminação, por intermédio do conhecimento e da concretização de seus direitos.

É visível, em âmbito nacional, de forma generalizada, o que chamo de “crise de identidade institucional”. A Defensoria Pública, por incrível que pareça, ainda não tem identidade bem definida. Ora, tentam nos vincular ao Ministério Público, ora à Advocacia Pública, ora nos vinculam e nos tratam como se fôssemos servidores do Estado sem nenhum fator de descriminação motivado pela atividade fim que desenvolvemos. Poucos percebem que somos algo ímpar, somos Defensores Públicos e temos atribuições específicas. Enfim, a crise está instalada e, pior, está instala em muitos de nós que agem de forma a não reforçar quem somos por definição constitucional. Portanto, só cabe a nós definirmos nosso destino se não quisermos ser esquecidos e engolidos pela realidade social que teima em se afastar do texto constitucional.

Por isso, também aprendi que precisamos crescer enquanto carreira, que precisamos fortalecer a carreira de Defensor Público para que nossa função constitucional, nossa missão social e nossas prerrogativas sejam definitivamente compreendidas pelos demais atores do jogo.

Sei que sempre teremos forças contrárias a esse desejo de crescimento e fortalecimento e que muitas vezes essa força negativa estará entre nós mesmos, nas grandes questões e decisões institucionais e nas pífias posturas desvalorizadoras de nossa estatura constitucional nas salas de audiência em nosso dia a dia.

Esse caminho não é fácil, as coisas não caem do céu e ninguém faz por você aquilo que só cabe a você fazer. Sei que com coragem, trabalho duro, sério e dedicado; tudo é possível. Por isso ainda acredito na Defensoria Pública, ainda acredito que é possível mudar, ainda acredito que é possível crescer, que é possível fortalecer, que é possível ser a Defensoria Pública tal como delineada na Constituição Federal.

Ninguém fará por nós o que só cabe a nós mesmos fazer. Precisamos agir para romper o padrão de gestão que se instalou, mas para isso precisamos de coragem. Falando em coragem, aprendi muito cedo com aqueles que construíram as bases do que é a Defensoria Pública hoje, que Defensor sem coragem é meio Defensor; é Defensor formal e não material, digamos assim. Do que adianta ser alguma coisa pela metade? Ou se é, ou não é? Coisas assim, não suportam meio termo! Não admitem zonas cinzentas! Podemos ser meros espectadores ou podemos ser os atores principais de nossas vidas. Eu, particularmente, cansei de só assistir. As escolhas são nossas e as consequências dessas escolhas também serão de nossa responsabilidade.

Precisamos escolher que tipo de associação queremos, que tipo de gestão queremos. Precisamos ter segurança em uma associação forte e comprometida que defenda nossas prerrogativas, nos permitindo atuar de cabeça erguida e sem temores de qualquer ordem que seja. Precisamos nos sentir seguros, sabendo que existe alguém lutando pelo fortalecimento de nossa carreira, lutando pela nossa autonomia financeira, administrativa, pela equiparação salarial entre as carreiras essenciais à justiça, por benefícios como plano de saúde e aposentadoria complementar para que tenhamos tranquilidade em nossas vidas pessoais para bem desempenhar nossa missão constitucional.

Por isso caros colegas, lhes pergunto: a quem mais interessa essa mudança de lógica a não ser a nós mesmos para que possamos desempenhar nosso papel com honradez e dignidade, mudando a sociedade e dignificando o assistido? Por isso digo, caros colegas, nosso destino nos pertence e todos somos responsáveis pelo resultado final desse jogo que não pode ser de “soma zero.” Nossa escolhas de hoje irão definir que tipo de carreira teremos no futuro. Onde vamos parar, só depende de nós mesmos. Tomemos as rédeas do nosso destino e, juntos nesse projeto, mudemos nossa realidade definindo e fortalecendo, de uma vez por todas, nossa identidade: DEFENSOR PÚBLICO.  

Abraços,

André Martins Pereira
Candidato ao Conselho Fiscal da chapa 01 – Identidade: Defensor.


terça-feira, 13 de março de 2012

Pelo respeito à diversidade humana!

Luto pelo respeito à diversidade: de crença e credos, cor, gênero, opinião, opção sexual...por isso destaco este belo trecho escrito pela Kassandra no post anterior:

"Ninguém é melhor que ninguém, o essencial é se sentir respeitado em suas diferenças, talentos, limitações, qualidades e defeitos. Sozinhos, somos pessoas dignas, bons profissionais, JUNTOS, somos AGENTES DE TRANSFORMAÇÃO para a sociedade..."

No dia 16, na cabine de votação na ADPEP, estarão apenas você e sua consciência, e nós, como Defensores Públicos e cidadãos, devemos ser incansáveis na luta pelo respeito à nossa autonomia e diversidade de opinião. Se não nos respeitarmos em primeiro lugar, como vamos exigir que os outros nos respeitem? Como vamos defender nossos assistidos daqueles que negam seus direitos, desrespeitam sua dignidade e sua consciência se nós mesmos permitimos que terceiros nos oprimam e sufoquem a nossa própria liberdade de expressão?

CONVIDO-OS À REFLEXÃO, E SE SEUS SONHOS PARA A ADPEP ESTIVEREM EM CONSONÂNCIA COM O QUE ESTAMOS PROPONDO ENQUANTO PROJETO, JUNTE-SE A NÓS NA CONCRETIZAÇÃO DESSES IDEAIS!
...Todos sabem de forma bem definida o nosso importante papel de representar os juridicamente necessitados e em que patamar merecemos estar quando à frente da nossa missão. Logo, entendo que é a hora de ponderarmos e decidirmos com consciência e legitimidade quem irá nos defender no exercício do nosso ofício e avançar nas conquistas que valorizem o Defensor, reafirmando e fortalecendo a sua identidade.
É uma honra estar ao lado de vocês, em uma festa interna da democracia, onde cada Defensor tem papel principal. Ninguém é melhor que ninguém, o essencial é se sentir respeitado em suas diferenças, talentos, limitações, qualidades e defeitos. Sozinhos, somos pessoas dignas, bons profissionais, JUNTOS, somos AGENTES DE TRANSFORMAÇÃO para a sociedade e, na Associação, para nós mesmos, difundindo uma maior aproximação com a área acadêmica, encontros jurídicos, debates que amadureçam o caminhar ao encontro da onda nacional de fortalecimento nacional da nossa carreira, etc.
No próximo dia 16 de março, conto com você para aderir também, como muitos outros já o fizeram, à ONDA VERDE e avançarmos pela defesa da minha, da sua, da nossa IDENTIDADE: DEFENSOR!..
Kassandra Campos Pinto
Defensora Pública de 3ª entrância
Candidata à Diretoria de Eventos pela Chapa 1 - Identidade: Defensor!